Empresas 4.0

Até a um novo normal

Até a um novo normal

Em todo o mundo falamos do novo normal ou como voltar ao normal após a crise-pandemia do Covid 19.  Mas afinal o que é este normal?

Se até 2019 a sustentabilidade era o foco das preocupações da humanidade, impactando diretamente a sociedade e a economia global como a conhecemos, o observável consistia num “gap” da transformação necessária aos desafios colocados pelas Nações Unidas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS).

Com números globais de 128 milhões de infetados (Mar 2021) e com um número de óbitos de mais de três milhões, estamos perante um novo paradigma, não só em termos económicos, mas também sociais e infelizmente estamos ainda longe dos números finais.

O “mundo” enquanto o conhecemos, já viveu, contudo, situações críticas, em que as situações de crise acabam por prefigurar oportunidades e com isso a necessidade da economia mundial se reposicionar para novos desafios e futuramente para um novo normal.

O impacto da atual pandemia tem demonstrado uma melhoria significativa em algo tão básico como a qualidade do ar quando comparado a períodos análogos do ano anterior ou das últimas semanas. O mesmo podemos dizer das emissões de gases de efeito de estufa em território chines que reduziram em um quarto em comparação com o mesmo período em 2019.

Neste período, temos visto que a sociedade, pessoas e organizações, despertaram para estas questões refletindo o seu papel como agentes de mudança no planeta. Muitas estão neste momento a transitar para modelos de digitalização que permitem operar as suas organizações, reduzindo a sua pegada de carbono, discutindo as necessidades reais de consumo e as suas verdadeiras fontes de riqueza e sucesso, com perceções bastante diferentes dos conceitos estabelecidos até à data.

A questão que se coloca é se estas perceções fazem ou não sentido nos pós pandemia, com a retoma de rotinas e de atividades ditas normais?

É fundamental que as reflexões do “agora” perdurem, pois ainda é preciso discutir e fazer muito mais sobre o impacto a médio e longo prazo dos principais problemas globais, como as mudanças climáticas, a escassez de recursos, a miséria e a fome, e todos os tipos de desigualdades.

Milton Friedman, uma referência da economia mundial aponta que “…apenas uma crise – real ou percebida – produz mudanças reais”. E sem dúvida que este é um momento decisivo para a humanidade. 

Em Março de 2020 as Nações Unidas preconizavam que, “com as ações corretas, a pandemia da Covid-19 pode marcar o renascimento da sociedade como a conhecemos hoje”. Mas isso só será alcançado com o envolvimento de todos os atores – governos, academia, associações, empresas, organizações da sociedade civil, comunidades e indivíduos, agindo em solidariedade de novas formas criativas e deliberadas para o bem comum”.

Neste sentido, iniciativas desenvolvidas por entidades como a NERLEI, nomeadamente ao nível do seu programa Empresas 4.0 acabam por ser atores na reposta a ser dada aos impactos socioeconómicos da pandemia, à competitividade que tanto se procura no tecido empresarial nacional, contribuindo desta forma para revitalização das organizações beneficiárias desse programa.

Só com organizações devidamente capacitadas para os desafios impostos pelo pós-Covid-19, poderemos encara uma requalificação das organizações e da recuperação da economia global, e neste domínio a NERLEI pode ser o parceiro necessário para a sua organização.

Este é um desafio de todos, para todos e em especial daqueles que continuam a acreditar que o sucesso não ocorre por acaso.

Foto de António Andrade Dias

António Andrade Dias | Partner da Pomegranate

Vice-Presidente na IPMA – International Project Management Association, tem ainda desenvolvido a sua atividade como docente em Universidades Portuguesas, Espanholas e Brasileiras, nomeadamente PBS, UM, UAL, UPV-Univesitat Politècnica de València, USP, FUNDACE e UFRJ. Fundador e partner da Pomegranate, responsável pela área de consultoria. Licenciado em Gestão, Pós-Graduado em Gestão de Projetos pela Universidade de Bremen, MBA pela Florida University, foi responsável desde 1988 pela implementação em Portugal de projetos no âmbito do Banco Mundial e da Comissão Europeia. Palestrante e Conferencista em escolas de gestão e eventos da IPMA e PMI. Tem atuado como consultor e/ou gestor de projetos-programas, em entidades públicas e privadas a nível nacional e internacional.

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